“São como neurônios de um cérebro!”
Sabe aquele filme que te marca? Que tu acha que nunca mais vai ver nenhum que seja tão bom? O da minha mãe é Top Gun. O do meu pai é Contatos Imediatos de Primeiro Grau ou coisa parecida. O meu é Avatar.
Eu fiquei sabendo desse filme quando fui assistir Distrito 9. Era um cartaz gigantesco com uma metade de cara azul cheia de brilhantes, escrito ‘Avatar’ no topo; Eu logo de cara achei que fosse do desenho animado ‘Avatar’, que fez modinha há pouco tempo atrás, então logo que cheguei em casa fui pesquisar: James Cameron (Exterminador do Futuro I e II, True Lies, Titanic) prometia uma revolução no modo de assistir cinema juntando o que há de melhor e mais inovador na computação gráfica com o que há de mais surpreendente na tecnologia 3D.
A história mecheu comigo logo de cara: Humanos que chegam de bicudos em um planeta que não é deles e entram em confronto com nativos azuis overpower montadores de dragões. Descontei o clichê “um soldado metido a besta se une por coincidência aos nativos e muda de lado”, e decidi que seria a minha ansiedade orgasmática anual. Depois assisti o trailer e decidi que não importava quantas cabeças tivessem que rolar, eu iria na estréia. Quando vi o trailer extendido no cinema tive orgasmos múltiplos.
Confesso que quase tive uma recaída quando li a crítica nessa segunda: “Avatar faz fama em cima de clichês e computação gráfica exagerada”; “Avatar é simplório e inocente”; “James Cameron não consegue igualar seus trabalhos anteriores”. Essas foram algumas das piores, a maioria o qualificavam de ‘bom’ para ‘ótimo’ mas mesmo assim eu tremi na base. Comprei meu ingresso três dias antes, para a sessão de estréia às duas da tarde, e hoje estávamos eu e meu irmão correndo pelo Shopping quase cinco minutos atrazados.
Assisti. Saí da sala e a primeira coisa que fiz foi passar no caixa e comprar a camisa do filme.
Avatar simplesmente beira a perfeição. Sua história é simples e até mesmo batida, mas ganha pelos detalhes explorados. Seus personagens carismáticos – próprios de filmes americanos destruidores de bilheterias – fazem jus à história, interagindo com o mundo de Pandora, que parece ganhar vida a cada cena, como se estivesse interagindo com os atores. Com Avatar, pode-se dizer que o diretor conseguiu criar a computação gráfica mais perfeita existente: Não se pode distinguir um cenário real do que foi criado pelo computadores.
Falhas? Existem. Principalmente quanto a cultura dos Na’vi, que é extremamente parecida com a cultura tribal dos humanos; E eu não consigo aceitar que culturas tão parecidas fossem nascer em planetas diferentes. Mas falando sério, se a indústria do cinema se movesse em função de críticos, filmes cult dominariam. Se o povão gostou assim mesmo (e eu gostei. U_U) então por que se preocupar? Sinceramente, até a cultura nos Na’vi é justificada dentro da história do filme, então não sei nem se isso pode contar como um erro de verdade.
No início deste ano eu esperava ’2012′ com ansiedade, e ao que todos dizem, é um fracasso. Avatar com certeza salva a indústria cinematográfica de alguns anos de EPIC FAIL. De repente vemos um luz no fim do túnel.

Maah disse,
Dezembro 30, 2009 às 7:08 pm
Eu teria orgasmos múltiplos de você revisasse os seus posts querido amigo. Nem no planeta dos Na’vi “mexeu” se escreve com “CH”.
~XD
Fora isso, obrigada por me alertar quanto a Avatar não ser outra grande bosta, eu também fiquei muito animada só de ver 30 minutos de pré-estreia meses antes.
Quanto a 2012, eu já fiz a propaganda, só vale assistir se você quiser dormir, ou ir chapado ao cinema
=*
I'm your fool. disse,
Janeiro 4, 2010 às 6:08 pm
Acho que fui a única pessoa no mundo que odiou Avatar. UAHUAHU Minto, alguns amigos meus também não gostaram.
tommxp disse,
Janeiro 5, 2010 às 12:08 pm
Sem cultura cinéfila. U_U #pobrepessoa
I'm your fool. disse,
Janeiro 13, 2010 às 3:44 pm
Tenho direito a ter opinião. Sinto muito. Q